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Educação Básica13 de julho de 2026 2 min de leitura

FGC: o que o Fundo Garantidor protege de verdade (e o que fica de fora)

Até R$ 250 mil por CPF por instituição: entenda como funciona a garantia do FGC, o teto de R$ 1 milhão e quais investimentos não têm cobertura.

Por Equipe Caderninho Financeiro
ilustracao fundo garantidor de creditos


"Investimento garantido pelo FGC" é uma das frases mais usadas na propaganda de CDBs. A garantia existe e é séria, mas tem limites e exclusões que quase ninguém explica. Entender exatamente o que o Fundo Garantidor de Créditos cobre evita tanto o medo desnecessário quanto a confiança excessiva.

O que é o FGC


O FGC é uma entidade privada, sem fins lucrativos, mantida por contribuições compulsórias das próprias instituições financeiras. Ele existe para proteger depositantes e investidores caso um banco quebre ou sofra intervenção do Banco Central. Não é dinheiro do governo: é um seguro coletivo do sistema bancário, criado em 1995.

O que está coberto

  1. Depósitos à vista (o dinheiro na conta corrente).
  2. Poupança.
  3. CDBs e RDBs.
  4. LCI e LCA, as letras de crédito imobiliário e do agronegócio.
  5. Letras de câmbio e letras hipotecárias.

O que NÃO está coberto

  1. Tesouro Direto. Ele não precisa de FGC: a garantia é do próprio Tesouro Nacional, considerada a mais sólida do país.
  2. Fundos de investimento, incluindo os fundos DI e de renda fixa do próprio banco. O patrimônio do fundo é separado do banco, mas não tem FGC.
  3. Ações, FIIs, ETFs, debêntures, CRIs e CRAs.
  4. Previdência privada (PGBL e VGBL).
  5. Criptomoedas e plataformas de investimento estrangeiras.

Os limites que importam


A cobertura é de até R$ 250 mil por CPF (ou CNPJ) por conglomerado financeiro, somando conta, poupança e CDBs na mesma instituição. Além disso, existe um teto global de R$ 1 milhão por CPF, renovado a cada período de 4 anos, contando todas as instituições em que você recebeu garantia nesse intervalo.


Na prática: quem tem R$ 400 mil em CDBs de um único banco está com R$ 150 mil descobertos. Distribuir entre duas instituições diferentes recoloca tudo dentro da garantia. Vale lembrar que a cobertura inclui principal e rendimentos acumulados até a data da intervenção.

O que isso muda nas suas decisões

  1. CDB de banco pequeno pagando mais que os grandes não é necessariamente cilada: dentro do limite do FGC, o risco de crédito é amortecido pela garantia. O preço é a liquidez, já que o pagamento pelo FGC leva um tempo após a intervenção.
  2. Acima de R$ 250 mil na mesma instituição, diversificar entre bancos deixa de ser preciosismo e vira gestão de risco básica.
  3. Garantia não é liquidez: se o banco quebrar, existe um processo até o FGC pagar. A reserva de emergência fica melhor em opções de liquidez imediata e risco mínimo, como o Tesouro Selic.

O termo FGC também está explicado de forma resumida no nosso Glossário Financeiro, junto com CDB, liquidez e outros termos que aparecem neste artigo.

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