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Crédito09 de julho de 2026 2 min de leitura

Portabilidade de crédito: como levar sua dívida para um banco mais barato

Você pode transferir empréstimos e financiamentos para outro banco com juros menores, de graça e sem o banco atual poder impedir. Veja como.

Por Equipe Caderninho Financeiro
ilustracao portabilidade de credito entre bancos


Poucas pessoas sabem, mas dívida também tem concorrência. Se você contratou um empréstimo pessoal, um consignado ou um financiamento e outro banco oferece taxa menor, você tem o direito de levar essa dívida para lá. Isso se chama portabilidade de crédito, é regulamentada pelo Banco Central e o banco original não pode impedir.

O que é portabilidade de crédito


É a transferência de uma operação de crédito de uma instituição para outra, mantendo o saldo devedor e o prazo remanescente. O novo banco quita sua dívida com o banco antigo e você passa a dever para ele, com a taxa nova, menor. Por regra, a portabilidade em si não pode ter custo para o cliente e o valor e o prazo não podem aumentar.

Quando ela vale a pena


A portabilidade compensa quando a diferença de taxa é relevante e o prazo restante ainda é longo. Uma redução de 2% para 1,6% ao mês num consignado com 48 parcelas pela frente muda o total pago em milhares de reais. Nos últimos meses de contrato, o efeito é pequeno.


Ela é especialmente interessante em três situações:

  1. Consignado contratado em momento de juros altos, quando as taxas atuais estão menores.
  2. Financiamento de veículo feito às pressas na loja, sem comparar propostas.
  3. Crédito pessoal caro que pode virar uma modalidade mais barata em outro banco, dentro das regras da portabilidade.

Passo a passo para pedir

  1. Peça ao banco atual o saldo devedor atualizado e as condições do contrato (taxa, prazo restante, valor das parcelas). O banco é obrigado a fornecer.
  2. Leve esses números a outros bancos, inclusive ao seu banco de conta salário, e peça proposta de portabilidade para a mesma dívida.
  3. Compare o CET (Custo Efetivo Total) das propostas, não apenas a taxa de juros anunciada.
  4. Formalize o pedido no banco novo. Ele inicia o processo e o banco original tem prazo de 5 dias úteis para responder, podendo apresentar contraproposta.
  5. Se o banco antigo cobrir a oferta, você pode aceitar e ficar. Se não, a dívida migra automaticamente. Você não precisa quitar nada do próprio bolso.

As pegadinhas para não cair


Cuidado com o banco que oferece taxa menor mas embute seguro, título de capitalização ou tarifa que anula a economia. A comparação honesta é sempre pelo CET. Desconfie também de propostas que aumentam o prazo para a parcela parecer menor: você pode terminar pagando mais no total.


Portabilidade não é favor do banco. É direito seu, previsto em resolução do Conselho Monetário Nacional desde 2013.

E as dívidas de cartão e cheque especial?


Rotativo do cartão e cheque especial não entram na portabilidade tradicional, mas podem ser renegociados ou trocados por modalidades mais baratas. Se esse é o seu caso, o Plano de Saída das Dívidas aqui do site ajuda a montar a ordem de quitação usando os métodos Avalanche e Bola de Neve.

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